Aspectos de nomadismo, sedentarismo, terra, propriedade, agricultura, trabalho e Estado na MESOPOTÂMIA.
Por Francisco José Alves de Aragão
==> Pois bem, vou desenvolver este trabalho em forma mista de fichamento/ resenha, baseado nos textos disponibilizados durante o semestre e alguns outros de meu acervo pessoal. Para começar vou fazer uma síntese geral dos aspectos solicitados pelo Professor Gustavo e, já entrando diretamente no tema do NOMADISMO, é dizer que antes de 8.000 a.C. os homens eram na maior parte andarilhos, nômades, basicamente porque tinham de obter comida e, para isto, tinham de seguir as migrações das manadas, embora colhessem também alimentos selvagens. Mesmo os grupos que viviam junto a animais não-migrantes não estabeleciam raízes, pois os animais que se estabeleciam em um só lugar não estariam disponíveis para sempre, então, quando a caça diminuía num local, chegava a hora de mudar.
==> A vida de nômade é inconstante, não constroem, suas energias estão voltadas para mudar-se, caçar e mudar outra vez. Não há impulso nem incentivo para desenvolver, melhorar ou aperfeiçoar um lugar específico. É neste ponto que entra uma questão que mudará sobremaneira a vida dos homens, por volta de 8.000 a.C. , ninguém sabe ao certo como surgiu, mas o fato é que surgiu, a AGRICULTURA deu aos homens uma razão para ficar num só lugar, principalmente atrelada ao fato de, juntamente a ela , criar animais. A fonte de alimentos não tinha mais de ser perseguida sem parar.
==> A idéia de que a comida podia ser produzida de forma ativa, em vez de passivamente perseguida foi um grande avanço rumo à Civilização: criação de povoações e culturas constantes e coesas ( isto já começa a nos dar uma idéia de TERRA/PROPRIEDADE) ; A fixação exigiu construções, estruturas de todo tipo, inclusive as de intelecto: idéias e sistemas. Agora havia tempo para pensar, sentar, formular , inventar (SEDENTARISMO). Embora fosse um passo enorme aquele da agricultura, ainda havia muita coisa além do controle da capacidade humana. Plantava-se sementes , mas se não houvesse suprimento de água suficiente, estas não se transformariam em alimento, de fato.
==> Os seres humanos não estavam mais algemados às migrações das manadas, mas ainda eram vassalos desamparados da chuva e vítimas das secas; a partir deste ponto percebe-se que as pessoas começaram a cultivar e colher água (por volta de 5.000 a.C.). Como os rios correm até muito tempo depois de a chuva terminar, elas começaram a cavar canais ligando a margem dos rios às terras próximas. Assim, mais terra tornou-se produtiva, e durante períodos mais longos. É claro que isso tudo exigia TRABALHO (nosso próximo aspecto, solicitado pelo professor) , e não apenas o esforço de abrir canais, que exigiam manutenção constante.
==> Era preciso cooperar, coordenar e isso exigia liderança, princípios de estrutura social, lei e governo. Se a agricultura deu às pessoas uma razão para se estabelecerem e os meios de fazê-lo, a irrigação foi um motivo para a criação da chamada cidade-ESTADO, a precursora das nações.
==> Basicamente termino por aqui esta síntese geral, passando agora a esmiuçar os textos que li a respeito da Mesopotâmia, em forma de fichamento-resenhado, sempre destacando os aspectos solicitados pela diretiva do trabalho, quais sejam: Terra/Propriedade, Trabalho, Nomadismo/Sedentarismo e Estado.
==> Berço de algumas das mais ricas civilizações humanas, a Mesopotâmia viu surgir os primeiros impérios, as primeiras cidades da antiguidade e algumas importantes invenções do homem, como a escrita e a legislação. Mesopotâmia (em grego, região entre rios) foi o território que está situada na região delimitada pelos rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia. Embora seus limites variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na antiguidade, o território do atual Iraque, ficando ao norte a cordilheira dos Taurus, que a separa da Armênia, ao sul o golfo Pérsico, a oeste a Assíria e a leste a Síria. O limite entre as regiões norte, montanhosa, e a sul, plana, era a zona de Bagdá, onde mais se aproximam os rios Tigre e Eufrates. ==> Os romanos as denominaram, respectivamente, Mesopotâmia e Babilônia. Muitos grupos étnicos tentaram fixar-se na região, e esses movimentos migratórios acabaram por fazer surgir importantes civilizações, como a dos assírios, que ocuparam a área montanhosa, e a dos sumérios e babilônios, instalados nas planícies do sul. A essência da cultura suméria se manteve mesmo após a desintegração do estado sumério e por isso pode-se, apesar da grande diversidade dos grupos étnicos, falar de uma civilização mesopotâmica.
==> A Bíblia, o relato de Heródoto e os textos do sacerdote babilônio Berossos, estes datados de aproximadamente 300 a.C. eram, até o fim do século XIX, as únicas fontes de informação sobre a história da Mesopotâmia. As escavações iniciadas em meados do mesmo século, no território do Iraque, e a decifração dos caracteres cuneiformes permitiram avaliar o papel desempenhado pela Mesopotâmia na criação de sociedades urbanas mais evoluídas.
==> A escrita cuneiforme foi empregada na Babilônia até o século I a.C. e o idioma, como língua erudita, até o primeiro século da era cristã. Com a decifração dessa escrita, foi possível descobrir a literatura da região, cujos épicos tiveram como um dos principais temas a sensação de instabilidade provocada pelo difícil controle dos rios Tigre e Eufrates. A escrita cuneiforme sobreviveu também ao domínio helenístico. A influência do grego era significativa, mas tudo indica que o aramaico se tornou a língua popular, em especial nos centros urbanos da época.
==> Os primeiros imigrantes chegaram à Mesopotâmia no quarto milênio a.C. Fixaram-se no sul e ali criaram o que teria sido, segundo a tradição suméria, seu primeiro núcleo urbano, Eridu. O povoamento tornou-se mais intenso no milênio seguinte, com um novo movimento migratório, procedente do leste. Ao mesmo tempo, no norte, grupos de origem semítica formavam uma nova cultura, que assumiria gradativamente papel preponderante na região. As escavações comprovaram não haver nesse período uma separação estrita entre as duas regiões, na medida em que nomes semitas são encontrados entre os sumérios. A Mesopotâmia era, de todo modo, povoada por dois povos de origens distintas, o que explica as denominações de terra de Sumer (sul) e Acad (norte).
==> As primeiras tentativas de organização de aldeias agrícolas na área de Acad foram registradas em sítios arqueológicos como Hassuna, Jarmo e Samarra. Do ponto de vista cultural, os grupos que habitavam a área no chamado período Obeid I eram atrasados em relação aos povos do sul, mas alguns centros, como Nínive, já se assemelhavam mais a cidades do que a aldeias.
==> Os habitantes do norte expandiram-se para o sul, no século XXIV a.C., e fundaram um reino unificado sob o governo de Sargão, criador de uma dinastia semítica, cuja capital era a cidade de Acad. Os invasores não possuíam cultura própria, motivo pelo qual absorveram a cultura e as técnicas de guerra do sul. Assim, a transferência do centro do poder político, de início instalado na cidade de Acad, para Nínive ou Babilônia, não teve influência na evolução cultural da região.
==> Com a terceira dinastia de Ur, cujos domínios incluíam a Assíria, praticamente completou-se a unificação da Mesopotâmia. O norte preservava apenas seu idioma semita, escrito, porém, em caracteres cuneiformes sumérios. Por volta de 2000 a.C., invasores elamitas e amorritas derrubaram essa terceira dinastia de Ur. Após um período de destruições, o sul voltou a prosperar, enquanto, no norte, Assur tornou-se independente e na Babilônia surgiu uma dinastia local, amorrita, apoiada pelos semitas acadianos.
==> Babilônios e assírios. O mais poderoso soberano da Babilônia foi Hamurabi, responsável por uma nova unificação da Mesopotâmia. Seu império se estendeu do golfo Pérsico até o norte de Nínive, e das montanhas elamitas até a Síria. A região logo voltaria a ser dividida, entretanto, entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa e a adoção do sistema feudal. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção literária. Algumas das obras do período configuraram um padrão para épocas posteriores, até mesmo para a redação da epopéia de Gilgamesh.
==> Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo em que o poderio dos assírios cresceu consideravelmente. Nesse período, invasores indo-europeus criaram diversos estados na região, entre os quais o reino de Mitani. No século XII a.C., o poderio assírio chegou ao apogeu sob o reinado de Tukulti-Ninurta I. A Assíria dominava então toda a região localizada a leste do Eufrates. Os sucessores do soberano não conseguiram manter o território, cuja desintegração política foi motivada também pela chegada à região de diversas tribos de arameus, que aí fundaram vários reinos independentes.
==> Nos séculos seguintes, os reinos arameus começaram a ser incorporados ao império da Assíria, a que a Mesopotâmia voltou a ficar subordinada. Nesse período, a ascensão de uma das tribos dos arameus, os caldeus, contribuiu de maneira significativa para a queda do poderio da Assíria e para o estabelecimento, no sul da região, do reino neobabilônico de Nabopolassar. Esse soberano firmou com Ciaxares, da Média, uma aliança que dividiu a Mesopotâmia entre medos e babilônicos, situação que se manteve até 539 a.C., quando a região foi transformada numa satrapia do império persa durante o reinado de Ciro. No período, registrou-se um florescimento cultural, em que a literatura, a religião e as tradições sumérias e babilônicas eram preservadas nas escolas dos templos.
==> Em 331 a.C., a vitória de Alexandre o Grande sobre Dario III marcou o início da colonização macedônica. A Babilônia tornou-se então importante centro cultural, verdadeiro ponto de encontro entre as culturas grega e oriental. Com a morte de Alexandre, instalou-se uma dinastia selêucida que governou por pouco mais de um século. Por volta de 140 a.C., a Mesopotâmia foi incorporada ao império parta.
==> Domínio romano. No ano 115 da era cristã, o imperador romano Trajano submeteu a região até Singara. Sob o domínio de Roma, foi gradativa a difusão do cristianismo, por intermédio dos cristãos da Síria, que fundaram o bispado de Edessa. Esse bispado converteu-se depois à heresia nestorianista, cujos integrantes se congregaram em Nísibis, em meio a uma complicada situação religiosa, na qual as decisões do Concílio de Calcedônia contra o monofisismo acabaram por provocar a divisão dos cristãos em três grupos: nestorianos, jacobitas e melquitas.
==> A partir do século III, a luta de Roma dirigiu-se contra as pretensões sassânidas na Mesopotâmia. Em meio à desordem política generalizada, a Mesopotâmia converteu-se, por dez anos, em porção do reino de Palmira, até a expedição do imperador Aureliano. A luta contra os persas, porém, prosseguiu até o ano 298, quando Diocleciano submeteu a Mesopotâmia, até o Tigre, ao poder de Roma. Todavia, a luta continuou e, em 363, os romanos conseguiram uma trégua, mas tiveram que ceder Singara e Nísibis.
==> Depois de recuperar suas antigas fronteiras, perdidas durante o avanço de Khosro I, por volta de 530, a Mesopotâmia bizantina foi obrigada a enfrentar o agravamento do conflito com os persas, com a perda de diversas cidades e o exílio de grande número de cristãos.
==> E assim creio ter enfatizado os aspectos considerados ao trabalho, no tocante aos povos antigos da Mesopotâmia, agradecendo a oportunidade por adentrar um pouco o mundo fascinante dos homens da antiguidade.
==> A vida de nômade é inconstante, não constroem, suas energias estão voltadas para mudar-se, caçar e mudar outra vez. Não há impulso nem incentivo para desenvolver, melhorar ou aperfeiçoar um lugar específico. É neste ponto que entra uma questão que mudará sobremaneira a vida dos homens, por volta de 8.000 a.C. , ninguém sabe ao certo como surgiu, mas o fato é que surgiu, a AGRICULTURA deu aos homens uma razão para ficar num só lugar, principalmente atrelada ao fato de, juntamente a ela , criar animais. A fonte de alimentos não tinha mais de ser perseguida sem parar.
==> A idéia de que a comida podia ser produzida de forma ativa, em vez de passivamente perseguida foi um grande avanço rumo à Civilização: criação de povoações e culturas constantes e coesas ( isto já começa a nos dar uma idéia de TERRA/PROPRIEDADE) ; A fixação exigiu construções, estruturas de todo tipo, inclusive as de intelecto: idéias e sistemas. Agora havia tempo para pensar, sentar, formular , inventar (SEDENTARISMO). Embora fosse um passo enorme aquele da agricultura, ainda havia muita coisa além do controle da capacidade humana. Plantava-se sementes , mas se não houvesse suprimento de água suficiente, estas não se transformariam em alimento, de fato.
==> Os seres humanos não estavam mais algemados às migrações das manadas, mas ainda eram vassalos desamparados da chuva e vítimas das secas; a partir deste ponto percebe-se que as pessoas começaram a cultivar e colher água (por volta de 5.000 a.C.). Como os rios correm até muito tempo depois de a chuva terminar, elas começaram a cavar canais ligando a margem dos rios às terras próximas. Assim, mais terra tornou-se produtiva, e durante períodos mais longos. É claro que isso tudo exigia TRABALHO (nosso próximo aspecto, solicitado pelo professor) , e não apenas o esforço de abrir canais, que exigiam manutenção constante.
==> Era preciso cooperar, coordenar e isso exigia liderança, princípios de estrutura social, lei e governo. Se a agricultura deu às pessoas uma razão para se estabelecerem e os meios de fazê-lo, a irrigação foi um motivo para a criação da chamada cidade-ESTADO, a precursora das nações.
==> Basicamente termino por aqui esta síntese geral, passando agora a esmiuçar os textos que li a respeito da Mesopotâmia, em forma de fichamento-resenhado, sempre destacando os aspectos solicitados pela diretiva do trabalho, quais sejam: Terra/Propriedade, Trabalho, Nomadismo/Sedentarismo e Estado.
==> Berço de algumas das mais ricas civilizações humanas, a Mesopotâmia viu surgir os primeiros impérios, as primeiras cidades da antiguidade e algumas importantes invenções do homem, como a escrita e a legislação. Mesopotâmia (em grego, região entre rios) foi o território que está situada na região delimitada pelos rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia. Embora seus limites variassem em diferentes períodos de sua história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na antiguidade, o território do atual Iraque, ficando ao norte a cordilheira dos Taurus, que a separa da Armênia, ao sul o golfo Pérsico, a oeste a Assíria e a leste a Síria. O limite entre as regiões norte, montanhosa, e a sul, plana, era a zona de Bagdá, onde mais se aproximam os rios Tigre e Eufrates. ==> Os romanos as denominaram, respectivamente, Mesopotâmia e Babilônia. Muitos grupos étnicos tentaram fixar-se na região, e esses movimentos migratórios acabaram por fazer surgir importantes civilizações, como a dos assírios, que ocuparam a área montanhosa, e a dos sumérios e babilônios, instalados nas planícies do sul. A essência da cultura suméria se manteve mesmo após a desintegração do estado sumério e por isso pode-se, apesar da grande diversidade dos grupos étnicos, falar de uma civilização mesopotâmica.
==> A Bíblia, o relato de Heródoto e os textos do sacerdote babilônio Berossos, estes datados de aproximadamente 300 a.C. eram, até o fim do século XIX, as únicas fontes de informação sobre a história da Mesopotâmia. As escavações iniciadas em meados do mesmo século, no território do Iraque, e a decifração dos caracteres cuneiformes permitiram avaliar o papel desempenhado pela Mesopotâmia na criação de sociedades urbanas mais evoluídas.
==> A escrita cuneiforme foi empregada na Babilônia até o século I a.C. e o idioma, como língua erudita, até o primeiro século da era cristã. Com a decifração dessa escrita, foi possível descobrir a literatura da região, cujos épicos tiveram como um dos principais temas a sensação de instabilidade provocada pelo difícil controle dos rios Tigre e Eufrates. A escrita cuneiforme sobreviveu também ao domínio helenístico. A influência do grego era significativa, mas tudo indica que o aramaico se tornou a língua popular, em especial nos centros urbanos da época.
==> Os primeiros imigrantes chegaram à Mesopotâmia no quarto milênio a.C. Fixaram-se no sul e ali criaram o que teria sido, segundo a tradição suméria, seu primeiro núcleo urbano, Eridu. O povoamento tornou-se mais intenso no milênio seguinte, com um novo movimento migratório, procedente do leste. Ao mesmo tempo, no norte, grupos de origem semítica formavam uma nova cultura, que assumiria gradativamente papel preponderante na região. As escavações comprovaram não haver nesse período uma separação estrita entre as duas regiões, na medida em que nomes semitas são encontrados entre os sumérios. A Mesopotâmia era, de todo modo, povoada por dois povos de origens distintas, o que explica as denominações de terra de Sumer (sul) e Acad (norte).
==> As primeiras tentativas de organização de aldeias agrícolas na área de Acad foram registradas em sítios arqueológicos como Hassuna, Jarmo e Samarra. Do ponto de vista cultural, os grupos que habitavam a área no chamado período Obeid I eram atrasados em relação aos povos do sul, mas alguns centros, como Nínive, já se assemelhavam mais a cidades do que a aldeias.
==> Os habitantes do norte expandiram-se para o sul, no século XXIV a.C., e fundaram um reino unificado sob o governo de Sargão, criador de uma dinastia semítica, cuja capital era a cidade de Acad. Os invasores não possuíam cultura própria, motivo pelo qual absorveram a cultura e as técnicas de guerra do sul. Assim, a transferência do centro do poder político, de início instalado na cidade de Acad, para Nínive ou Babilônia, não teve influência na evolução cultural da região.
==> Com a terceira dinastia de Ur, cujos domínios incluíam a Assíria, praticamente completou-se a unificação da Mesopotâmia. O norte preservava apenas seu idioma semita, escrito, porém, em caracteres cuneiformes sumérios. Por volta de 2000 a.C., invasores elamitas e amorritas derrubaram essa terceira dinastia de Ur. Após um período de destruições, o sul voltou a prosperar, enquanto, no norte, Assur tornou-se independente e na Babilônia surgiu uma dinastia local, amorrita, apoiada pelos semitas acadianos.
==> Babilônios e assírios. O mais poderoso soberano da Babilônia foi Hamurabi, responsável por uma nova unificação da Mesopotâmia. Seu império se estendeu do golfo Pérsico até o norte de Nínive, e das montanhas elamitas até a Síria. A região logo voltaria a ser dividida, entretanto, entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa e a adoção do sistema feudal. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção literária. Algumas das obras do período configuraram um padrão para épocas posteriores, até mesmo para a redação da epopéia de Gilgamesh.
==> Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo em que o poderio dos assírios cresceu consideravelmente. Nesse período, invasores indo-europeus criaram diversos estados na região, entre os quais o reino de Mitani. No século XII a.C., o poderio assírio chegou ao apogeu sob o reinado de Tukulti-Ninurta I. A Assíria dominava então toda a região localizada a leste do Eufrates. Os sucessores do soberano não conseguiram manter o território, cuja desintegração política foi motivada também pela chegada à região de diversas tribos de arameus, que aí fundaram vários reinos independentes.
==> Nos séculos seguintes, os reinos arameus começaram a ser incorporados ao império da Assíria, a que a Mesopotâmia voltou a ficar subordinada. Nesse período, a ascensão de uma das tribos dos arameus, os caldeus, contribuiu de maneira significativa para a queda do poderio da Assíria e para o estabelecimento, no sul da região, do reino neobabilônico de Nabopolassar. Esse soberano firmou com Ciaxares, da Média, uma aliança que dividiu a Mesopotâmia entre medos e babilônicos, situação que se manteve até 539 a.C., quando a região foi transformada numa satrapia do império persa durante o reinado de Ciro. No período, registrou-se um florescimento cultural, em que a literatura, a religião e as tradições sumérias e babilônicas eram preservadas nas escolas dos templos.
==> Em 331 a.C., a vitória de Alexandre o Grande sobre Dario III marcou o início da colonização macedônica. A Babilônia tornou-se então importante centro cultural, verdadeiro ponto de encontro entre as culturas grega e oriental. Com a morte de Alexandre, instalou-se uma dinastia selêucida que governou por pouco mais de um século. Por volta de 140 a.C., a Mesopotâmia foi incorporada ao império parta.
==> Domínio romano. No ano 115 da era cristã, o imperador romano Trajano submeteu a região até Singara. Sob o domínio de Roma, foi gradativa a difusão do cristianismo, por intermédio dos cristãos da Síria, que fundaram o bispado de Edessa. Esse bispado converteu-se depois à heresia nestorianista, cujos integrantes se congregaram em Nísibis, em meio a uma complicada situação religiosa, na qual as decisões do Concílio de Calcedônia contra o monofisismo acabaram por provocar a divisão dos cristãos em três grupos: nestorianos, jacobitas e melquitas.
==> A partir do século III, a luta de Roma dirigiu-se contra as pretensões sassânidas na Mesopotâmia. Em meio à desordem política generalizada, a Mesopotâmia converteu-se, por dez anos, em porção do reino de Palmira, até a expedição do imperador Aureliano. A luta contra os persas, porém, prosseguiu até o ano 298, quando Diocleciano submeteu a Mesopotâmia, até o Tigre, ao poder de Roma. Todavia, a luta continuou e, em 363, os romanos conseguiram uma trégua, mas tiveram que ceder Singara e Nísibis.
==> Depois de recuperar suas antigas fronteiras, perdidas durante o avanço de Khosro I, por volta de 530, a Mesopotâmia bizantina foi obrigada a enfrentar o agravamento do conflito com os persas, com a perda de diversas cidades e o exílio de grande número de cristãos.
==> E assim creio ter enfatizado os aspectos considerados ao trabalho, no tocante aos povos antigos da Mesopotâmia, agradecendo a oportunidade por adentrar um pouco o mundo fascinante dos homens da antiguidade.